Conheça o jogador: Neil Tank da BGH

No conheça o jogador de hoje vamos saber tudo sobre a trajetória e muitas curiosidades sobre Mateus Kroeber Sodré, o Neil da BGH.

Se você ainda não conferiu nossa nova série de posts “Conheça o jogador”, fique ligado!

O Coja no Overwatch e a BGH estão juntos nessa para te mostrar como nasce um campeão.

Nós já trouxemos as trajetórias de Dudu, capitão da BGHAlemão, suporte da BGH e TMattei, coach da BGH.

Nos próximos posts vamos conhecer tudo sobre todos os outros jogadores do time.

Hoje vamos entender um pouco mais sobre como o Neil entrou para o time campeão da Contenders Sul-Americana.

Os Primeiros Jogos

Nascido em 15/07/1995 e natural do Rio de Janeiro, o Tank da BGH conhecido como Neil na verdade se chama Mateus Kroeber Sodré.

Assim como vários outros jogadores, nunca havia pensado em se tornar um jogador profissional, mas a oportunidade não bate na porta de quem não tem habilidade nesses casos.

O primeiro jogo com que teve contato foi o Virtua Figther, jogo lançado pela Sega em conjunto a AM2 em novembro de 1993.

Anos depois por ser muito fã de Half Life, Neil acabou comprando uma Orange Box. Essa Orange Box na verdade compilação de jogos de video games para Microsoft Windows, Xbox 360 e PlayStation 3.

Junto com a Orange Box, além de Half Life que era um dos seus jogos favoritos, veio o Team Fortress 2 e se você acompanhou o "Conheça o jogador" do Alemão e do Dudu, você sabe que é aqui que a trajetória dos campeões realmente começa.

Neil acabou instalando o jogo por curiosidade, ficou viciado nele e assim ele conheceu seus futuros companheiros de jornada.

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Do Time "For Fun" para o Profissional

Antes de realmente entrar em um time profissional, Neil teve um time "for fun" com os amigos.

O nome do time era "Based" e apesar de não se lembrar muito bem, Neil diz que esse era o nome de uma música ou artista que o Liko gostava.

Se por algum motivo absurdo você ainda não sabe quem é o Liko, tenha calma e continue acompanhando nossa série que a vez dele está chegando! Rs

Daí para frente foi apenas uma caminhada de muito esforço e muito empenho dos amigos juntos.

CnO: Qual foi a reação da sua família quando você decidiu ser um jogador profissional?

Neil: Anteriormente eu trabalhava com TI e só me tornei um jogador profissional depois de uns 8 meses jogando com o time.

Em seguida nós fomos contratados pela Black Dragons.

Eles apoiam atualmente, mas já foram bem céticos com o assunto.

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Assim como o Alemão e o Dudu, Neil também teve seu primeiro contrato como jogador profissional quando entrou para a Black Dragons, participando de diversos campeonatos e ajudando a angariar muitas vitórias para o time.

  • 1st - GTX Nvidia Challenge - BGS 2016 (Presencial)
  • 1st - GTX Nvidia Challenge Qualifier #1
  • 1st - OGS Supernova Invitational #1
  • 1st - Liga Brasileira de Overwatch - Pré temporada
  • 1st - Rei do Abate Invitational
  • 1st - Arena Nexus Games - Second OW Cup
  • 1st - DVM Overwatch Cup - Qualify #1
  • 1st - MVP League #1
  • 1st - MVP League Overwatch - Liga Profissional #1
  • 1st - DVM Overwatch Cup #1
  • 1st - Liga Brasileira de Overwatch - 1ª Edição
  • 1st - Overwatch Old Spice Tournament (Presencial)

A mudança de Neil para um novo time

Enquanto eu escrevia a série "Conheça o jogador" eu passei a apreciar bastante a união dos meninos.

Praticamente todos se conheceram quando ainda eram jogadores comuns, foram construindo uma amizade aos poucos e conforme as coisas foram mudando eles também foram mudando, mas o legal é que foram mudando juntos.

Entraram em um time profissional juntos e quando mudaram de time também mudaram juntos.

"Se vai um, vão todos".

Bom... Quase todos, mas isso é história para os próximos posts da série.

Quando Neil fez parte da Black Dragons, a organização já era bem conceituada no meio dos e-sports, mas ficou conceituada com outros jogos.

A line que o Neil participou foi a primeira line do time formada para o Overwatch, então eles realmente "inauguraram" o jogo dentro da organização.

Assim como os outros jogadores que fizeram essa mudança de time, Neil saiu da Black Dragons e foi para a Brasil Gaming House sem saber exatamente o que poderia acontecer.

A Brasil Gaming House era uma nova organização no meio dos e-sports, estava literalmente nascendo junto com os jogadores e a decisão de trocar uma organização já conceituada, por uma nova organização, poderia sim ter sido um "tiro no pé".

É, poderia... Se nós não estivéssemos falando dos melhores jogadores de Overwatch do país e agora da América do Sul né?! rs

A jornada de Neil na BGH tem pouco mais de 1 ano, mas levando em consideração todos os títulos e as participações incríveis em campeonatos que ele teve até hoje, não nos deixam dúvidas de que ele tem um futuro promissor como jogador profissional.

  • Monthly Melee March  - Fase de grupos.
  • BGC Rio - 1º Lugar.
  • Última Arena - 1º Lugar.
  • Logitech Challenge - 1º Lugar.
  • Open Division Season 1 - 1º Lugar.
  • SA OW Circuit Season 2 - 2º Lugar.
  • Hammer Down Season 1 - 2º Lugar.
  • Hammer Down Season 2 - 2º Lugar.
  • SA OW Circuit Season 3 - 1º Lugar.
  • Overwatch Campeonato Brasileiro Season 1 - 1º Lugar

Em 2018 Neil ainda competiu junto com o time na Open Division (campeonato oficial da Blizzard, sem restrições para participação) ficando em 3º lugar e em seguida competiu na Overwatch Contender Sul Americana, onde ajudou o time a ser campeão desbancando a favorita Isurus Gaming.

Esse foi um feito inédito para o Overwatch nacional.

Até então nenhum outro time brasileiro havia conseguido vencer a Isurus em uma final e por ser o primeiro campeonato Sul Americano oficial da Blizzard, com certeza Neil entrou pra história do jogo no país junto com a BGH.

A experiência de um campeonato Mundial

Assim como os outros jogadores da BGH, Neil também competiu na Copa Mundial de Overwatch de 2017.

A BGH foi uma das 32 seleções escolhidas para representar o seu país, caindo no grupo G, junto com os Estados Unidos, Taiwan e Nova Zelândia.

O resultado infelizmente não foi dos melhores para a nossa seleção, mas por ser a primeira vez em um campeonato mundial acredito que eles tenham tirado boas lições dessa experiência.

CnO: Aos poucos o Overwatch tem recebido campeonatos maiores, o que espera para o cenário do jogo nos próximos anos?

Neil: Mais atenção da Blizzard com o cenário, ainda mais que o viewership está bem maior do que as das outras contenders no momento.

CnO: Com todos os problemas que o cenário competitivo atual enfrenta, o que te motiva a continuar?

Neil: Atualmente a competição em si.

Os times tem apresentando um nível maior de competitividade, o que provoca um certo sentido de progressão quando conseguimos alcançar certo resultado.

Teve um certo período que o cenário como um todo estava muito estagnado, o que deixava a impressão de que não tinha muito sentido continuar jogando.

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CnO: Quando você ficou sabendo que iria para a copa, qual foi sua reação? Ficou com medo das cobranças?

Neil: Fiquei sabendo junto com o time inteiro, a gente ficou bem feliz.

CnO: Quais eram suas expectativas antes de ir e como ficaram suas expectativas quando vocês chegaram lá?

Neil: Na época acreditávamos que tínhamos boas chances, então o clima total era de confiança.

CnO: Quando você percebeu que não iriam muito longe no campeonato, quais foram os seus pensamentos?

Neil: Então, nas "scrims" nós tivemos ótimos resultados.

Ganhamos praticamente de todos os times. O resultado mais apertado foi contra a Inglaterra, (1x1 / 2x1) para eles, não me recordo muito bem.

Depois da derrota para a Taipei ficamos bem frustrados, porque era um jogo que a gente tinha total confiança de ganhar.

CnO: Como você recebeu as críticas pelo desempenho do time? Te abalou de alguma forma?

Neil: Não fiquei abalado com nenhuma crítica.

O nível competitivo da América Latina não é muito alto, então os jogadores casuais acabam não tendo o conhecimento necessário para entender a situação real do competitivo.

A maioria das críticas também eram sem fundamento. Querendo ou não para a época, éramos a melhor a opção.

CnO: Se você tivesse uma segunda chance de jogar a copa, o que faria diferente?

Neil: Provavelmente me dedicaria mil vezes mais do que a copa anterior, algo que eu já faço atualmente.

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