Conheça o jogador: Alemão Suporte da BGH

No conheça o jogador de hoje vamos saber tudo sobre a trajetória e muitas curiosidades sobre Renan Moretto Pereira, o Alemão da BGH.

Então, se você ainda não conhece nossa nova série de posts “Conheça o jogador”, fique ligado!

O primeiro post da série trouxe a trajetória de Dudu, capitão da BGH e nos próximos posts vamos conhecer tudo sobre os outros jogadores do time.

A trajetória de pró-player do Alemão inclusive, anda lado a lado com a trajetória do Dudu, já que são amigos de longa data e começaram a jogar o competitivo de Overwatch juntos.

Alemão Suporte da BGH

Influencias e amizades de Alemão

Renan Moretto Pereira, nasceu em 14/11/1995 em São Bernardo do Campo - SP, mas desde pequeno morou em São Caetano do Sul, também em SP.

É filho único e foi influenciado a ter os primeiros contatos com jogos pelo pai.

Ele contou que aproximadamente por volta dos 5 anos de idade, eles jogavam juntos "um joguinho de avião", mas não se lembra o nome.

Pouco depois, por volta dos 7 anos teve o seu primeiro contato com FPS. O jogo era o Counter Strike 1.5, que como já era de se esperar também foi apresentado pelo pai.

Nota: Pais, sejam como o pai do Alemão. Obrigada!

Antes de começar a jogar Overwatch, Alemão jogava com frequência o Dota 2, atualmente são 4.650 horas de jogo e ele diz que só parou de jogar por causa do Overwatch.

Alemão nunca nem mesmo havia parado para pensar no que gostaria de ser quando crescesse, mas foi nos "joguinhos" que ele conheceu as pessoas que no futuro seriam seus companheiros em uma profissão que pelo menos aqui no Brasil é para poucos.

Em 2009 enquanto Alemão jogava Team Fortrees 2 (jogo do gênero FPS, desenvolvido pela Valve e que possui muitas características também presentes no Overwatch), ele acabou conhecendo Dudu, que atualmente é DPS e capitão, Neil, que exerce a função de tank e o Liko também DPS, obviamente todos da BGH.

Daí pra frente a história dos amigos que se conheceram jogando Team Fortress 2 começa a ser praticamente uma só em busca de títulos, conquistas e o tão merecido reconhecimento no meio competitivo de um jogo que tem pouco tempo de vida, mas que está crescendo e chamando muito a atenção de todos e claro, Alemão vem crescendo junto com ele.

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A brincadeira com os amigos ficou séria

Alemão conta que ele e os amigos sempre tiveram um "timinho", gostavam de levar os jogos mais a sério por conta própria, mas não chegaram a pensar em nada profissional.

Quando compraram o Overwacth decidiram montar um time, Alemão acabou ficando como suporte e já com o personagem Lúcio definido como "main", primeiro por que ele foi o último a concordar em entrar pro time e segundo que devido ao meta do jogo na época não tinham tantas opções assim que dessem pra ser usadas no competitivo.

Eles já tinham intenção de jogar competitivamente, mas sabe quando você tem a esperança que tudo dê certo e ao mesmo tempo acha que talvez não tenha a oportunidade de fazer tudo realmente dar certo?

Bom, talvez fosse isso que eles estivessem pensando, afinal nessa época o Overwatch "era só mato" né?

Entre 2017 e 2018 é que estão começando a surgir os grandes campeonatos.

Com o time pronto, Alemão foi contratado pela Black Dragons. Além de ser a primeira organização de e-sports em que ele entrou, também era sua primeira experiência profissional formal.

Anteriormente, Alemão e os amigos jogaram alguns campeonatos de outros jogos, mas nada formalmente e com uma organização por trás do time. Até por que sua mãe não deixava ele ficar até muito tarde jogando no PC, então o tempo para treinar não era muito favorável para quem pretende entrar de fato em um competitivo profissional.

Alemão fez parte da primeira line de Overwatch da Black Dragons, junto com Dudu, Neil e Liko que ate hoje são seus companheiros de equipe.

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Pela Black Dragons, Alemão competiu em todos estes campeonatos:

  • 1st - GTX Nvidia Challenge - BGS 2016 (Presencial)
  • 1st - GTX Nvidia Challenge Qualifier #1
  • 1st - OGS Supernova Invitational #1
  • 1st - Liga Brasileira de Overwatch - Pré temporada
  • 1st - Rei do Abate Invitational
  • 1st - Arena Nexus Games - Second OW Cup
  • 1st - DVM Overwatch Cup - Qualify #1
  • 1st - MVP League #1
  • 1st - MVP League Overwatch - Liga Profissional #1
  • 1st - DVM Overwatch Cup #1
  • 1st - Liga Brasileira de Overwatch - 1ª Edição
  • 1st - Overwatch Old Spice Tournament (Presencial)

Ao final do Old Spice Tournament (campeonato promovido pela IGN Brasil), eles foram contratados pela Brasil Gaming House.

O que fez com que outra fase começasse na vida do Alemão.

Brasil Gaming House

Com uma sequência incrível de vitórias pela Black Dragons, Alemão e mais alguns membros do time foram contratados pela Bragil Gaming House.

A organização ainda não tinha uma equipe de Overwatch e estava no início de sua jornada nos e-sports, então foi um passo arriscado.

Se pararmos para pensar, será que qualquer um de nós teria a coragem de sair de uma organização já conceituada em certa área e ir para uma que ainda não tinha uma estrutura completa?

Bom, o Alemão acredita que essa tenha sido a decisão certa para o time.

Apesar de ter amizade com os donos da Black Dragons, a decisão foi feita pensando no lado profissional.

Ele mesmo diz que apenas pensou nas vantagens e desvantagens que essa mudança traria para o time e comentou que a proposta feita pela BGH era melhor que a da Black Dragons.

Em 12 de março de 2017 a primeira line de e-sports da Brasil Gaming House foi anunciada oficialmente e já engataram o primeiro campeonato pela nova organização.

O Alienware Monthly Melee era um campeonato que acontecia mensalmente desde o lançamento de Overwacth e contava com a participação dos maiores e melhores times do cenário.

Aparentemente sua última edição foi em maio de 2017 e eu pelo menos não encontrei informações mais recentes sobre o campeonato, mas se você amiguinho que está lendo este post sabe de alguma novidade sobre ele, deixa aqui em baixo nos comentários pra galera também poder acompanhar.

Podemos encarar o primeiro Monthly Melee como um "esquenta" para tudo o que Alemão ainda faria junto com a sua equipe?

Eu diria que sim. Afinal eles já carregam um número de títulos invejáveis.

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  • Monthly Melee March  - Fase de grupos.
  • BGC Rio - 1º Lugar.
  • Última Arena - 1º Lugar.
  • Logitech Challenge - 1º Lugar.
  • Open Division Season 1 - 1º Lugar.
  • SA OW Circuit Season 2 - 2º Lugar.
  • Hammer Down Season 1 - 2º Lugar.
  • Hammer Down Season 2 - 2º Lugar.
  • SA OW Circuit Season 3 - 1º Lugar.
  • Overwatch Campeonato Brasileiro Season 1 - 1º Lugar

Em janeiro de 2018 participaram da Open Division, o primeiro campeonato oficial da Blizzard voltado também para solo Sul-americano.

Ficaram em terceiro lugar e passaram direto para a Overwatch Contenders, campeonato que ainda está em andamento e a Brasil Gaming House já está na fase dos playoffs.

Sobre a final que perderam para o Outlanders, Alemão acredita que se não fosse pelo contratempo que o Dudu teve na data, os resultados teriam sido diferentes.

CnO: Na final da Open Division contra a Outlanders, vocês jogaram sem o Dudu e o Tmattei (Coach) jogou no lugar. Você acha que o time se desestabilizou de alguma forma por estar sem o Dudu? Se ele estivesse com vocês, seria possível um resultado melhor? (Momentos antes da partida houve um blackout na região onde o Dudu mora e ele não pode jogar)

Alemão: Sim, sem o Dudu tivemos que mudar muita coisa... Tenho certeza que se tivéssemos o Dudu a gente não perderia para eles.

CnO: Não desmerecendo o Tmattei claro. Mas é que por ele ser o coach eu penso que deve mudar um pouco quando é ele que joga com vocês... Ou não!?

Alemão: Sim, é tipo um técnico de futebol jogar com o time... É totalmente diferente.

O Tmattei é um coach incrível, mas é totalmente diferente dar coach e jogar em nível profissional.

Será que o Alemão e a Brasil Gaming House trarão o título da Contenders Sul-americana pra casa?

Acho que não perdemos por esperar e ficaremos na torcida! Por que mesmo que o título não venha, com certeza a experiencia e o aprendizado vem e isso é algo que ninguém nunca vai poder tirar dos meninos.

Copa Mundial de Overwatch

As diversas conquistas e o excelente desempenho em todos os campeonatos em que participou fez a BGH ser a principal opção para representar o Brasil na segunda Copa Mundial de Overwatch.

Obviamente que junto com a escolha veio também, a responsabilidade, as cobranças, o peso de ser a seleção brasileira de Overwatch e várias outras coisas.

CnO: Como foi ser escolhido? Pelo fato da BGH ser um dos times mais significativos do cenário naquele momento, você já esperava?

Alemão: Sim, eu já esperava que uma grande maioria ou o time inteiro fosse, até por que não tinha outra opção melhor.

Na época a gente nunca tinha perdido um campeonato e ganhávamos quase todos os nossos jogos com folga.

Minha opinião, é que não tinha opção melhor para a seleção.

Também acho que todos do time eram os melhores, individualmente falando.

CnO: Quais eram as suas expectativas antes de ir?

Alemão: A gente sabia que ia ser complicado por causa da Taipei Chinesa, mas estávamos indo confiantes.

A gente treinava contra alguns times NA algumas vezes e normalmente a gente ia bem, mas quando chegamos lá caímos na realidade.

A realidade lá é muito diferente.

Logo no 1º dia sentimos um baque muito forte da diferença de experiencia, estrutura e etc, mas fomos aprendendo conforme errávamos e no 3º dia já estávamos beeeeeeem melhores.

Acho que se a gente tivesse ficado nos EUA umas 2 semanas antes pra treinar, o resultado seria outro, pois aprendemos muita coisa com a copa. O problema é que foi tarde demais.

A gente também não pensava que a seleção dos EUA estaria tão forte, mas descobrimos que eles estavam treinando 8 horas por dia por alguns MESES! Então sim, eles estavam bem fortes.

No Brasil a gente consegue treinar até no máximo 4 horas por dia, comparado com 8, 10 ou até mesmo 12 horas que os jogadores em outros países treinam, então a diferença é MUITO grande.

Mas nós sabemos que jogamos mal, talvez por falta de experiência em campeonatos tão grandes e por falta de costume em jogar contra times tão fortes.

Como disse mais acima, só começamos a melhorar após alguns dias treinando pesado.

O começo foi muito difícil para nós, não tivemos tempo suficiente para treinar.

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CnO: Como você pessoalmente recebeu as críticas sobre o desempenho na Copa?

Alemão: Eu fiquei bem triste depois das derrotas, pois sei que a gente tentou dar nosso melhor.

Infelizmente não foi nem perto do suficiente, mesmo ganhando da Nova Zelândia.

Foi uma honra incrível ter representado o Brasil em um nível mundial, espero ter essa chance novamente este ano e prometo que farei melhor.

Hoje em dia não ligo mais para haters, busco sempre tentar melhorar meus erros.

CnO: Se vocês fossem escolhidos para a Copa novamente este ano, o que você faria diferente?

Alemão: Eu sempre vou dar o meu melhor e fazer o possível ao meu alcance.

A melhor coisa para a seleção do Brasil independente de quem for, é ficar um tempo nos EUA treinando contra bons times antes da copa, essa é a única coisa que pode dar chance para termos um resultado bom. Mas infelizmente é uma coisa difícil de acontecer ou praticamente impossível.

É uma pena que eles não tenham essa chance de ir com mais antecedência para treinar.

De qualquer forma ficamos na torcida para que tudo corra da melhor forma possível e que desta vez independente de quem vá para lá, eles possam trazer melhores resultados para o Brasil.

É sempre bom ter uma segunda opção

Alemão tem expectativas de que o cenário competitivo do jogo cresça bastante e que tenham mais campeonatos de grande porte, mas é sempre bom ter uma segunda opção!

Vai que dá alguma coisa errada né?

Atualmente no 3º ano de engenharia pela UFABC, Alemão faz o que gosta, mas procura não largar a faculdade enquanto não precisa.

CnO: Suponhamos que você esteja trabalhando, fazendo faculdade e apareçam campeonatos bem maiores que você precise viajar com mais frequência e boa parte das suas atividades rotineiras seriam prejudicadas inclusive a faculdade. Pelo que você optaria?

Alemão: Seguir o jogo sempre! Já estou pegando menos matérias na faculdade para conseguir fazer tudo ao mesmo tempo.
Meu objetivo número 1 é seguir a carreira de jogador e caso fosse necessário largaria qualquer outra coisa para isso.

Você quer foco, dedicação e persistência @?

Uma curiosidade sobre o Alemão que eu pelo menos nunca tinha ouvido falar é sobre o seu lado investidor.

CnO: O que você costuma fazer ou prefere fazer (mesmo que as vezes não tenha oportunidade) nos seus horários vagos?

Alemão: Estou sempre jogando, claro. Mas de resto eu fico bastante parte do meu dia no You Tube, leio sobre economia, fico no Twitter, Facebook e ouvindo música.

CnO: Economia?! Essa me deixou surpresa! Você pensa em ser um pró-player que vai mais pro lado empreendedor, como o Felps e o BrTT?

Alemão: É que eu sempre gostei de bolsa de valores e investimentos.

Não sei se criaria minha marca de roupas e etc, mas sim investiria minha grana, talvez em outras coisas ao invés de criar algo.

CnO: Você já pensou no que gostaria de investir se tivesse oportunidade?

Alemão: Eu já invisto, mas não muito. Invisto o que posso em ações e também faço alguns trades.

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Você imaginava que além de jogador profissional de e-sports, ele ainda pode ser engenheiro ou investidor?

Alemão já tem não só o plano B, como tem o C também!

E se você ainda acha pouco, calma que tem mais!

Alemão também faz trabalhos como editor para o André Pilli, quem tem um canal no Youtube sobre tecnologia, gadgets, filmes, vlogs e viagens com mais de 400 mil inscritos.

Tudo começou depois de uma das partidas da copa mundial de Overwatch, quando o André mandou mensagem no Twitter para o Alemão perguntando se ele poderia dar coaching do jogo.

O detalhe aí é que o Alemão já seguia o canal do André a muito tempo e era super fã dele.

Alemão inclusive comenta que ficou maluco quando o André mandou mensagem pra ele, pois não imaginava que um dia eles se falariam.

Conforme o tempo foi passando, André convidou o Alemão para entrar em sua produtora como aprendiz para ver como ele se sairia.

Atualmente além de amigo, ele também faz alguns outros trabalhos, além da edição de vídeos.

O que fica claro é que ele é bem consciente do que pode dar certo ou não, eu sempre ficarei na torcida pra que ele seja um jogador cada vez melhor, alcance o pico do sucesso e reconhecimento que um pró-player pode ter e também fico feliz por saber que ele tem outras opções já em andamento.

Como diz nossa "querida / odiada" Brigitte de Overwatch "Melhor sobrar do que faltar né?"

Gostou deste post e quer ver mais por aqui!?

Então não esqueça de compartilhar com os amigos e para conferir a história de todos os jogadores da BGH é só ficar ligado aqui no Coja no Overwatch!

Nos vemos em breve!